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terça-feira, 15 de julho de 2008

Observações da Terceirização com Foco Restrito a Custos

Falei sobre o risco da redução da qualidade no post Qualidade: Execução Interna e Terceirização. Faço mais algumas observações sobre o assunto no presente post.

A terceirização, via de regra, é centrada em redução de custos, logo, em um departamento como o jurídico, que é, geralmente, visto como centro de custos, a tentação em terceirizar com foco no baixo custo é muito grande. Seguir essa atitude restrita a custos pode caracterizar uma míope visão de curto prazo atrelada à produção de rápidos resultados. Assim, muitas vezes na ânsia de acelerar a apresentação de resultados à Diretoria e aos acionistas, o departamento jurídico pode escolher um atalho de terceirização com foco restrito em custos. Contudo, uma das lições da gestão é que resultados positivos e sustentáveis são construídos por uma visão de médio e longo prazo. No longo prazo, uma posição de redução de custos pode gerar uma relação entre o jurídico e os seus escritórios de advocacia terceirizados descomprometida e afastada da mentalidade de parceria, o que, conseqüentemente, acarreta serviços jurídicos de qualidade duvidosa.

Um departamento jurídico que faz uma terceirização meramente operacional e de baixo custo perde oportunidade de exigir bons relatórios gerenciais (e.g. demonstrações de quanto foi pedido e quanto foi realmente desembolsado com cada processo judicial) capazes de gerar, por exemplo, o adequado provisionamento. Outro fator que pode ser afetado é a eficiência do trabalho jurídico, uma vez que o departamento jurídico terá dificuldade de focar as suas principais atividades agregadoras de valor à companhia, visto que as atividades terceirizadas geram retrabalho e maiores riscos jurídicos à companhia. Ademais, a própria utilização de sistemas no escritório e no departamento jurídico, que conversem entre si, ficará prejudicada, pois a terceirização de baixo custo impossibilita a implantação de boas soluções de TI.

Portanto, um terceirizado sem a qualificação necessária será incapaz de municiar o departamento jurídico com as informações e a eficiência de trabalho necessárias para alavancar a imagem da área jurídica de centro de receita redutor dos riscos jurídicos presentes no ambiente de negócio em que a companhia está inserida.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Qualidade: Execução Interna e Terceirização

Embora pareça uma decisão simples terceirizar um contencioso massificado ou outros serviços jurídicos, a terceirização gera uma dúvida freqüente: quando devo terceirizar ou manter um profissional interno para executar o serviço?

Geralmente, quando se está diante da zona cinza execução interna ou terceirização do serviço, o parâmetro utilizado para a decisão de terceirização é, imediatamente, o critério matemático: redução do custo. Contudo, não se pode olvidar que a referida decisão precisa observar o impacto do binômio redução de custos e satisfação do cliente. Assim, enxugar a equipe e escolher terceirizados mais baratos ou contratar alguém para a execução interna e dispensar bons terceirizados pode implicar diminuição da qualidade do serviço prestado, o que prejudica a imagem do departamento jurídico frente aos clientes internos.

Logo, não basta terceirizar ou executar internamente para reduzir os custos, é preciso estar atento à qualidade do serviço, o que impõe analisar, mensurar e controlar a qualidade dos terceirizados ou advogados internos. Nesse sentido, criar e desenvolver uma política de qualidade interna e de terceirizados torna-se um requisito importante para superar a zona cinza execução interna ou terceirização do serviço e superar os riscos jurídicos inerentes ao trabalho de baixa qualidade.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Departamento Jurídico em que os advogados nunca dizem não!

Por que os advogados sempre dizem não? Eu poderia dizer que o não é uma reação imediata advinda da formação jurídica que o advogado recebe. Ao invés de procurarmos alternativas viáveis, ficamos presos e centrados nos limites advindos do raciocínio técnico-jurídico focado em leis. O não é sempre mais fácil do que ousar e arriscar uma nova solução criativa aos problemas enfrentados pelos homens de negócio. Ademais, parafraseando J. P. Morgan: não preciso de advogados para me dizer o que não posso fazer, mas para me dizer como fazer aquilo que quero.

Como nunca dizer não? Encontrei um exemplo prático citado no post A Law department whose lawyers “never say no” de como nunca dizer não. Ao invés de dizer não, os advogados podem explicar as conseqüências jurídicas de cada atitude referida pelos clientes internos: “você sabe as penalidades criminais se adotarmos a iniciativa sugerida?”; ou sugerir uma forma alternativa de solução da questão “e se fizermos da seguinte maneira…”.

Quanto mais os advogados internos explicam os riscos jurídicos aos clientes internos, mais estes estarão juridicamente educados e, via de conseqüência, na direção certa. Os advogados internos precisam ser cada vez mais facilitadores dos negócios da companhia, garantindo que os executivos possuam suficiente entendimento dos riscos jurídicos, a fim de a companhia obtenha os resultados desejados em consonância com ordenamento jurídico.